terça-feira, 21 de julho de 2015

Quem me dera...

Quem me dera ser toda essa poesia que você coloca no papel
Quem me dera ser motivo do seu sorriso leve e solto
Quem me dera fazer parte do seu futuro próximo
Quem me dera ser...

domingo, 30 de novembro de 2014

Hoje eu sou

O filme acaba e a chuva cai tão lentamente no telhado do meu quarto escuro. 
Minha cabeça dói mais uma vez, meus olhos estão secos e meu rosto quente com uma lágrima que desce até o pescoço. 
Hoje me perco tentando achar um eu que deveria ter existido em mim. 
Meus olhos continuam chorando e tem uma lágrima presa na minha garganta, pisco e vejo letras ofuscadas. 
Mas uma certeza eu tenho, hoje eu sou céu e inferno.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Agonia


Minha agonia é tão profunda, que o meu corpo não aguenta. 

Treme. Gela. Grita. 
Tão explícito e tão invisível.
Um paradoxo. 
Anseia para encravar cada uma das unhas das mãos na pele e descer rasgando tudo. 
Até não sentir mais dor. Até não pensar em mais nada. 
Não! Isso não é masoquismo. 
É só uma válvula de escape.

sábado, 8 de novembro de 2014

Costurar-te

Quero você aqui!
Você desperta meu lado egoísta e insano.
Quer saber, meu bem?
Vou pegar esse fio vermelho
E te costurar dentro de mim
Costurar-te dentro de todo o infinito do meu corpo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ei!

Ei, 
Não me olhe.
Não me olhe assim. 
Seu olhar profundo me sufoca, me desconcerta o corpo. 
Se você continuar, eu juro. 
Eu juro que morro!

sábado, 25 de outubro de 2014

Flores no chão

Hoje pisei nas flores que caíram na minha calçada, elas estavam tão monótonas e sem cor. E os galhos tristes e secos por terem perdido sua cor. 
Peguei uma flor e coloquei no cabelo, ao menos ela poderá ver o brilho de um dia nublado. Sim! Também há beleza em um dia nublado. 
A flor viu de tudo um pouco, menos dentro de mim, porque em mim só existe tempestade. 
Agarrei a flor do cabelo e falei:
Flor, você continua linda!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Corpo Febril

Passo o dia com o corpo Febril. Esperando seu abraço quente, que não vem, que não acontece. Porque amor? 
Você não ver que estou virando pedra? 
Você não ver que o conformismo está batendo na minha porta? 
Amor, abra os olhos, mas bem rapidinho, pois estou virando gelo.