domingo, 30 de novembro de 2014

Hoje eu sou

O filme acaba e a chuva cai tão lentamente no telhado do meu quarto escuro. 
Minha cabeça dói mais uma vez, meus olhos estão secos e meu rosto quente com uma lágrima que desce até o pescoço. 
Hoje me perco tentando achar um eu que deveria ter existido em mim. 
Meus olhos continuam chorando e tem uma lágrima presa na minha garganta, pisco e vejo letras ofuscadas. 
Mas uma certeza eu tenho, hoje eu sou céu e inferno.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Agonia


Minha agonia é tão profunda, que o meu corpo não aguenta. 

Treme. Gela. Grita. 
Tão explícito e tão invisível.
Um paradoxo. 
Anseia para encravar cada uma das unhas das mãos na pele e descer rasgando tudo. 
Até não sentir mais dor. Até não pensar em mais nada. 
Não! Isso não é masoquismo. 
É só uma válvula de escape.

sábado, 8 de novembro de 2014

Costurar-te

Quero você aqui!
Você desperta meu lado egoísta e insano.
Quer saber, meu bem?
Vou pegar esse fio vermelho
E te costurar dentro de mim
Costurar-te dentro de todo o infinito do meu corpo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ei!

Ei, 
Não me olhe.
Não me olhe assim. 
Seu olhar profundo me sufoca, me desconcerta o corpo. 
Se você continuar, eu juro. 
Eu juro que morro!

sábado, 25 de outubro de 2014

Flores no chão

Hoje pisei nas flores que caíram na minha calçada, elas estavam tão monótonas e sem cor. E os galhos tristes e secos por terem perdido sua cor. 
Peguei uma flor e coloquei no cabelo, ao menos ela poderá ver o brilho de um dia nublado. Sim! Também há beleza em um dia nublado. 
A flor viu de tudo um pouco, menos dentro de mim, porque em mim só existe tempestade. 
Agarrei a flor do cabelo e falei:
Flor, você continua linda!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Corpo Febril

Passo o dia com o corpo Febril. Esperando seu abraço quente, que não vem, que não acontece. Porque amor? 
Você não ver que estou virando pedra? 
Você não ver que o conformismo está batendo na minha porta? 
Amor, abra os olhos, mas bem rapidinho, pois estou virando gelo.

Tão...

Meu corpo sobre a cama, tão quente, tão frio, tão meu... 
Meu corpo em movimento, tão leve, tão sereno, tão dado, tão seu... 
Meu corpo sobre mim, tão deslocado, tão impaciente, tão eu...

Alma dançante

Hoje o chão abraçou meu corpo, e minha alma dançou
 sobre os meus olhos e ela lindamente puxou um fio iluminado da lua, 
as estrelas ficaram enciumadas ao vê-la tão linda enrolada com tanta luz.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Me solta!

Me solta! Larga meu braço! Eu quero caminhar na rua, pisar nessa terra e sentir esse cheirinho molhado que a chuva trás, quero sentir esse começo de inverno e esse ventinho batendo nas minhas pernas. Quero ter que pular das poças de água ou pisar nelas também.
Por isso te digo Amor, me solta! Larga meu braço!

Mas não fique triste se você quiser pode se molhar também. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Levaste meu Sorriso...

Quer saber? Agora estou triste, muito triste. Me pergunto porque você quis arrancar o sorriso do meu rosto, um sorriso que raramente eu uso e você fez questão de desmanchar.
Porque você não me deixou iludida só um pouquinho, é sério, só um pouquinho. Eu precisava disso.
Agora vou ter que recolher meu sorriso e colocar na caixinha novamente e te digo uma coisa, agora você vai ter que aguentar uma pessoa triste e amarga.

 E eu sinto muito meu bem, mas foi você quem quis assim.

domingo, 24 de agosto de 2014

Hoje Dançei...

Hoje uma fada dançou nos meus sonhos.
Ela flutuava e brilhava tão lindamente...Então ela me olhou no meu cantinho.
Um cantinho sem brilho e sem luz, ela pegou a minha mão e me puxou.
Nós dançamos a noite toda e depois de me sentir tão leve e brilhante,
Ela me soltou e eu voltei novamente para o meu cantinho escuro.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Borboletas...

Engraçado, ninguém nunca quis libertar as borboletas do meu estômago, hoje eu tenho milhares delas dentro de mim. Tenho borboletas de várias formas, cores e tamanhos.
Bom mesmo seria eu deixá-las livres por aí, mas eu não quero e não posso. Talvez um dia elas se integrem em mim e faça parte do meu corpo oco e vazio.

Sabe aquela borboleta amarela? A primeira a entrar no seu e no meu estômago? Então, eu sinto que ela está com as asas quebradas. Vou deixá-la partir. Você não acha? Acho que ela irá voltar, não tão bonita e amarela quanto antes, mas volta.

Hoje Senti...

Hoje senti que eu nunca estive verdadeiramente entregue.
Hoje senti o quão forte é a dor de ter um coração esmagado.
Hoje senti um nó na garganta, um nó que não desata.
Hoje senti meu corpo fraco, trêmulo e frio.
Hoje senti que as lembranças foram construídas apenas por mim.
Hoje senti que eu continuarei andando sozinha.
Hoje senti que o ontem não existiu.